12º Fórum Instituto Unimed/RS reuniu lideranças em debate sobre ESG e os desafios do país
Evento realizado nesta quinta-feira (29), em Porto Alegre, promoveu reflexões sobre meio ambiente, protagonismo feminino, governança e perspectivas para o desenvolvimento brasileiro.
O que transforma propósito em impacto? Essa foi uma das questões centrais da 12ª edição do Fórum Instituto Unimed/RS, realizada nesta quinta-feira, 29 de outubro, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.

Mais de 500 pessoas acompanharam o evento que teve como tema “ESG: Transformando propósito em impacto”, e reuniu especialistas, jornalistas, lideranças e representantes de diferentes setores que apresentaram desafios e oportunidades relacionados aos pilares ambiental, social e de governança. Realizado desde 2001, o Fórum Instituto Unimed/RS tem como proposta estimular o pensamento crítico e ampliar o debate sobre questões relevantes para a sociedade. A programação de 2026 teve palestra de abertura do comentarista político Caio Coppolla, que apresentou uma análise sobre dados e expectativas para o desenvolvimento do Brasil abordando perspectivas para o país diante do contexto político e econômico. Já o economista e ex-ministro da Fazenda Pedro Malan encerrou o evento com um resgate da trajetória econômica brasileira a partir de sua experiência à frente do Banco Central e do Ministério da Fazenda. Em uma análise que relacionou aquele período ao cenário atual, Malan trouxe uma perspectiva histórica sobre os desafios econômicos do país e as questões que permanecem relevantes para o seu desenvolvimento.

ESG na prática: desafios ambientais e sociais

Os painéis temáticos aprofundaram questões relacionadas à aplicação dos princípios ESG nas organizações e na sociedade, com reflexões sobre responsabilidade ambiental, impacto social e a importância de práticas de governança.
No eixo ambiental, o debate contou com as jornalistas e especialistas em ESG, Giuliana Morrone e Rosana Jatobá, além da gerente de Sustentabilidade da CMPC Brasil, Ana Paula Pulito. Elas abordaram questões relacionadas à sustentabilidade e à responsabilidade das organizações diante dos desafios contemporâneos, destacando a importância de incorporar práticas e decisões que considerem seus impactos no meio ambiente. “Adotar o ESG é fortalecer o negócio para o futuro; por isso, os investidores estão cada vez mais atentos a essa agenda”, destacou Pulito.
Já o painel social trouxe para o centro do debate a presença, o protagonismo e os desafios das mulheres na sociedade, abordando a importância de políticas públicas de proteção e de iniciativas que ampliem sua participação nos diferentes espaços. Mediado pela jornalista e vereadora Vera Armando, o painel contou com a participação da senadora Daniella Ribeiro, autora do projeto que deu origem ao programa Antes que Aconteça, voltado à ampliação das ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher no âmbito da Lei Maria da Penha, e de Simone Leite, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora da Federasul. A discussão destacou o papel das instituições e da sociedade na promoção de oportunidades, na proteção dos direitos das mulheres e na construção de uma sociedade mais inclusiva.
O painel de governança contou com mediação do jornalista Alexandre Garcia e participação da economista Patrícia Palermo e do advogado Emanuel de Abreu Pessoa. O debate abordou os desafios da governança no contexto ESG, com reflexões sobre transparência, responsabilidade, tomada de decisões e o papel das instituições na construção de práticas mais éticas e sustentáveis. A discussão também destacou a importância de estruturas de governança sólidas para fortalecer a confiança, a gestão responsável e a sustentabilidade das organizações a longo prazo. Sustentabilidade que vai além do debate Além de colocar o ESG no centro das discussões, o Fórum incorporou práticas sustentáveis à própria realização. Entre as iniciativas, foram arrecadados mais de 55 mil tampinhas plásticas e lacres, além de mais de 280 quilos de alimentos não perecíveis. Os alimentos serão destinados à Casa Lilás e à Sempre Mulher, duas organizações sociais que acolhem e apoiam mulheres vítimas de violência. As tampinhas e lacres foram repassadas ao Instituto do Câncer Infantil. A cenografia do evento foi concebida a partir do reaproveitamento de materiais, contribuindo para a redução de resíduos e o prolongamento da vida útil dos recursos utilizados. O evento também realizou a compensação de suas emissões de carbono, ampliando o compromisso com práticas sustentáveis para além dos debates promovidos no palco.




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